terça-feira, 28 de junho de 2011

"Riba"



 Tenho desníveis de humor terríveis : da maior exuberância ao maior silêncio e quietude.

"Riba" (2003) é uma obra enigmática que partiu da ideia inicial de Yves Dalbiez, que juntamente com Elise Garcette e Laurent Leleu realizaram esta curta fascinante. A música também foi composta por Yves Dalbiez e contou com o arranjo e interpretação de Stephane Corbin no piano. O violoncelo foi tocado por Frederique Legrand.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Jorge Palma - "Portugal, Portugal"



 Pois é, hoje fui surpreendido! Quando ouvia, inocentemente, músicas do Jorge no You Tube, descobri algumas gravações deste concerto no metro do Cais do Sodré a que eu assisti, e que não fazia ideia que estivesse aqui. Mais uma parvoíce minha, visto que no abençoado You Tube está tudo!
Eu tenho todos os discos do Jorge, ele é o músico que eu mais vi ao vivo, e este dia captado no vídeo, foi especial. Quando era mais novo ia aos concertos dele como se fosse algo de natural. Durante muitos anos ele não editou, mas dava muitos concertos na zona de Lisboa e arredores, e eu ia ver.
Este ano de 2007, foi o ano em que vi mais concertos ( vi, por exemplo, os Nofx em Carcavelos). Mas nem por isso fui mais feliz, foi apenas um escape, com os excessos que todos escapes comportam. Lá no trabalho, foderam-me como nunca me tinha acontecido e eu tinha que procurar escapes. Tive a sorte de nesse ano, haver muitos concertos do meu agrado.
Curiosamente, nesta experiência à borla no metro do Cais do Sodré, vi e ouvi um dos concertos com melhor acústica de que me lembro. Assim percebi que as pessoas absorvem o som e proporcionam espectáculos com uma acústica perfeita, até em sítios improváveis. Algo que eu ouvia dizer, mas que aqui pude comprovar. O espaço estava cheio, o som estava excelente, e ainda se podia ouvir as músicas do Jorge de borla.
Conheci uma romena linda que se foi embora umas semanas depois, mas apesar de alguns prazeres óbvios desse dia, torci o pé gravemente e não consegui correr durante vários meses. Eu acho que tudo me aconteceu durante 2007! O MAU e também um pouco de bom, que eu procurei desesperadamente.
Lembro-me que vivi no limite. Não sei se serei capaz de viver de novo assim.

domingo, 26 de junho de 2011

"História Trágica com Final Feliz"



 "Era uma vez uma menina cujo coração batia mais rápido que o das outras pessoas.
Isso incomodava toda a gente, por causa do barulho...O coração batia tão alto!
Ela tentava explicar : 'É um coração de pássaro... Eu estou no corpo errado!... Daí o coração bater tão rápido... Eu sou um pássaro!...'
'O que é que disse?... É tolinha... Não deve durar muito...'
Então ela fugia... Ela só queria desaparecer, deixar-se levar pelo vento...
Finalmente, a chuva acalmava-a, então ela voltava para casa e continuava a viver, apesar de tudo...
Pouco a pouco, as pessoas foram-se habituando ao barulho do coração...
Acabaram mesmo por esquecê-la...
Ninguém se apercebeu do que se passava e isso era bom para ela...
Também ela se habituava... Começou mesmo a gostar do seu corpo...
E sentia-se cada vez mais leve... Ninguém reparou como sorria, de olhos postos no céu.
Até que, um dia...
As pessoas já não sabiam se era alguém que morria, ou alguém que nascia...
Mas uma coisa era certa, ninguém se importaria de partir assim."
                              A voz que se ouve dizer este texto é de Manuela Azevedo dos Clã

"As histórias que gosto contar são sempre simples, acerca de pessoas que conheci. Umas ainda vivem, outras já morreram. Tiveram vidas anónimas ou ignoradas, passaram despercebidas por este mundo e rapidamente foram esquecidas. Interessam-me os mistérios, os pequenos dramas e a poesia que se escondem nas suas vidas aparentemente banais. São elas os meus heróis e as minhas referências.
As ideias deste filme surgiram num trabalho de gravura e serigrafia, enquanto estava a estudar nas Belas Artes, cada frase inspirava uma gravura e cada imagem sugeria uma nova frase e assim foram surgindo novos desafias técnicos e estéticos. Um longo processo de produção se seguiu.
Seguimos uma menina e descobrimos que ela não é igual às outras pessoas, é 'diferente'. O traço que a faz diferir não só incomoda a comunidade a que pertence, como se traduz por um profundo sofrimento individual. A comunidade e a menina reagem à diferença, a primeira manifestando a sua intolerância, a segunda isolando-se.
Com o tempo, a comunidade acaba por habituar-se insensivelmente à presença da diferença, distanciando-a, mas ao mesmo tempo integrando-a na voragem do seu quotidiano.
Porém as diferenças existem, persistem e são irredutíveis. Certas vezes possuem razão de ser e correspondem a estados temporários de trânsito para outros estados de existência, certas vezes são fatais... Seja como for, devem ser assumidas por quem as vive para a levarem a um melhor conhecimento de si própria e a uma mais intensa consciência do mundo.
Um dia partirá e deixará a comunidade, que compreenderá, demasiado tarde, que o tal ser estranho que sempre mantivera à distância, tinha acabado por fazer misteriosamente parte da sua vida..."
                           Regina Pessoa acerca desta sua obra-prima inesgotável

Regina Pessoa nasceu em Coimbra, em 1969.
Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Em 1992, começa a trabalhar no Filmógrafo (do Abi Feijó, pois claro), onde colabora como animadora em vários filmes. Em 1999 realiza a sua primeira curta-metragem de animação "A Noite". Em 2005 realiza esta obra-prima inesgotável, utilizando e desenvolvendo a sua técnica de gravura.
Para mim, é uma das obras maiores do Cinema de Animação. Também por isso, vale a pena ler mais alguma coisa de Regina Pessoa acerca dela própria, para compreendermos melhor o universo fascinante desta Artista.

  "Vivi no campo, numa aldeia perto de Coimbra até aos 17 anos. O meu universo era rural. E não tínhamos televisão, o que na altura era uma grande maçada. Mas hoje, reflectindo bem, acho que isso me ajudou...Nos tempos livres pensávamos, líamos e ouvíamos os mais velhos contarem histórias.
E desenhávamos também.
O tio Tomás encorajava-nos, desenhando nas paredes de cal e nas portas de casa da minha avó, com carvão da fogueira. O facto de desenharmos assim, pelas paredes, sobretudo incentivados por um adulto, dava-nos uma grande sensação de liberdade, porque se, por um lado não tínhamos papel nem lápis, não faltavam paredes, portas e carvão.
Talvez isso tenha ficado gravado no meu inconsciente porque, muito tempo depois, é já o segundo filme que faço em gravura."
    Fascinante este depoimento da Regina, e só por isto deveria bater o record de visitas no meu blog!

sábado, 25 de junho de 2011

Amy Winehouse - "Fuck Me Pumps"



 Amy Winehouse já não vem a Portugal, ao Festival Sudoeste, depois de mais uma actuação miserável em Belgrado, cujas imagens eu ainda não vi (juro!). Cancelou toda a digressão e parece que se vai tratar, pode ser que seja desta! Eu descobri-a através de um álbum editado em 2003 ("Frank"), encontrado numa das lojas de Discos em 2ª mão que frequento. Ainda longe do sucesso que ela viria a alcançar com "Back to Black", editado três anos mais tarde, neste disco de estreia, pode-se ouvir uma Amy já sublime, num registo de outro mundo. Nos vídeos desta altura, pode-se constatar o corpo de uma moça muito bem constituída (diria outra coisa se quisesse ser prosaico), ainda sem as marcas sofridas do abuso de álcool e drogas.
Espero ansiosamente pelo 3º álbum, que, segundo algumas notícias, já está gravado.

Sex Pistols - "Holidays In the Sun"



 Ao contrário dos Sex Pistols, não me importo de ter umas férias ao Sol. Elas virão lá mais para o meio do Verão. Mas também é certo que se me saísse o Euromilhões, ia já dar a volta ao mundo e já não queria saber se havia Sol ou não! Como devem calcular, trata-se de um pretexto para publicar um vídeo dos Sex Pistols, em dias de calor abrasador e mergulhos deliciosos.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

The Distillers - "The Hunger"



A Bela & os monstros. Potente como sempre! Brody Dalle tem uma voz que faz lembrar (muito), por vezes, a Courtney Love (curiosamente, não é este o caso).
Como diria o João (Ribas) : "Punk Rock para a carola!"
Energia para o dia a dia!  

Green Day - "Basket Case"



 Vi os Green Day em 2009 no Pavilhão Atlântico. Apesar de multimilionários e dos anos passarem rapidamente, mostraram uma energia adolescente e arrebatadora. As chamas que se acendiam, de quando em vez, no palco, até eu as senti lá na bancada do 2º piso. Reveladoras do excesso pirotécnico habitual nos concertos espectaculares dos Green Day.
De acordo com este vídeo de 1994, VIVA A LOUCURA!
E que se lixem todos os seres rasteiros que acham que não o são.