quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Ramones - "Sheena is a Punk Rocker"



Morreu no passado dia 11 de Julho o primeiro baterista dos Ramones, Tommy (1949-2014). Da formação original era o único que restava.
Já agora por curiosidade, o ano passado por esta altura, vi dois concertos na mesma semana, do também antigo baterista dos Ramones, Marky! Marky tocou os temas imortais desta banda que eu amo, no Santiago Alquimista a 9 de Julho e no Optimus Alive a 12 de Julho de 2013. No Alive substituiu Death From Above 1979. Este concerto começou por volta das 3 da manhã no Palco Heineken, e não sei onde fui buscar tanta energia para cantar e dançar ao som das músicas dos Ramones! O que é certo é que foram dois concertos numa semana, que eu nunca mais esquecerei até ao fim dos meus dias!
Tema que faz parte do álbum "Rocket to Russia" de 1977.

Ramones - "Rocket to Russia" (1977)

Chapa Zero - "Dizem por aí"



Dia 13 de Julho, como já referi no post anterior, fui a um mini Festival Punk na República da Música em Alvalade. Falta-me falar dos cabeças de cartaz, os Chapa Zero. Banda com a qual simpatizo desde que a ouvi pela primeira vez há uns tempos. Temas de Punk Rock sem espinhas, energéticos quanto baste e de crítica social. Neste concerto, para além das músicas deles, houve tempo para duas homenagens. Tocaram o "Srs. Políticos" dos Censurados, em homenagem a João Ribas. E tocaram "Suzy is a headbanger" dos Ramones, em homenagem a Tommy Ramone desaparecido no passado dia 11 de Julho. De referir ainda que o Guilherme, um dos guitarristas dos Raiz, subiu ao palco para fazer uma parceria improvisada.
Por fim, faço apenas a chamada de atenção para uma coisa! Eu saí de casa em dia de Final de Mundial de Futebol para assistir com todo o gosto a este concerto, e estava com a disposição para comprar o CD novo dos Chapa Zero e até uma t'shirt em preto do referido grupo. Estranhamente, nem uma nem outra coisa estiveram disponíveis para o pessoal. Talvez os Chapa Zero não tenham entendido ainda, mas parte da memória destes momentos perduram com esse material adquirido e depois partilhado...
O tema que publico faz parte do álbum dos Chapa Zero editado este ano e produzido por Vítor Rua (sim, esse mesmo!).
Vídeo realizado por Miguel Costa.

Chapa Zero - "Chapa Zero" (2014)

E para memória futura, o cartaz do Festival.


quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Rés-do-Chão - "Baile"



Dia 13 de Julho, no dia a seguir ao nOs Alive, em vez de descansar, fui a um mini Festival Punk na República da Música em Alvalade. Apresentou-se mais gente em palco do que a assistir, mas também era dia de Final do Mundial de Futebol... Tocaram os Rising Flag, os Raiz, os Escorraçados, os Rés-do-Chão, os KSF e os Chapa Zero.
Os quatro primeiros demonstraram, com mais ou menos evidência, influência dos NOFX! Os KSF já tinha visto no Palco da JCP da Festa do Avante. Impressionaram-me mais dessa vez, do que neste momento de matinée, onde tiveram vários problemas técnicos sempre aborrecidos.
Deixando para o próximo post os Chapa Zero, dos quais já conhecia algumas músicas ouvidas repetidamente, apetece-me elogiar os Rés-do-Chão! Deles só conhecia este "Baile", o que bem vistas as coisas já não é pouco. Como podem constatar, trata-se de um grande tema que dificilmente se esquece. Fará parte do álbum "parece mas não é" que eu espero ter em formato físico!
O vídeo foi realizado por Tiago Gonçalves.
A capa do futuro disco é autoria de Tiago Cacho.

Rés-do-Chão - "parece mas não é" (2014)

Gostei muito do som deles ao vivo! E achei curioso que fossem eles os únicos a perguntar ao pessoal se o som estava bom...

The Libertines - "What Katie Did"



Depois do inspirador concerto de Cass McCombs no Palco Heineken, o dia 12 de Julho no nOs Alive continuou no Palco nOs com os portugueses The Black Mamba. Músicos interessantes que tiveram o azar da falha de som, na mesma altura em que o vento derrubava um dos ecrãs gigantes do palco principal onde eles actuavam. Como se não bastassem as surpresas surreais, eis que surgem dois aviões acrobatas a fazer razias controladas ao pessoal incauto.
De regresso ao Palco Heineken, assisti à caótica jam session nem sempre bem tocada, ao contrário do que li por aí, dos Unknown Mortal Orchestra. Não sendo bem o meu estilo, gostei do que ouvi no geral, e a tenda cheia cheia cheia, motivou quem estava em palco.

Ainda pensei ouvir Phantogram no Clubbing, enquanto esperava por Libertines, mas o som estava tão estupidamente alto que fui comer uma sandes de leitão...

LIBERTINES LIBERTINES LIBERTINES!
É isso! Finalmente estava na hora! Tivemos direito a uma introdução sonora e visual para que a espera se tornasse ainda mais agradável. Para ser sincero, já não esperava assistir a um concerto dos Libertines na minha modesta vidinha. Vi o Pete Doherty com os seus Babyshambles, no bonito Lux, num concerto para nunca mais esquecer, no já longínquo ano de 2008! Vi o Carl Barât com os seus Dirty Pretty Things, no Lisboa Soundz em Santos, no ainda mais distante ano de 2006! Obrigado ao nOs Alive por me ter dado a oportunidade de vibrar com estas músicas libertinas que eu tantas vezes ouvi cá por casa!
O concerto foi muito fixe! Foi um desfilar de memórias com pouco mais de uma década. Mais uma vez não houve merchandising para ninguém, mas eu tenho uma t'shirt dos Libertines estampada por mim que por acaso não levei...
Pete apresentou-se com um chapéu de "autoridade". No sábado passado, Jamie Hince dos Kills, estava com um chapéu de "autoridade" muito parecido, no Meco. Por sua vez, Alison Mosshart também dos mesmos Kills, estava loira, o que nos remetia imediatamente, pela semelhança óbvia visual, para Kate Moss! Sim (!!!), Kate é a actual companheira e mulher de Jamie Hince e foi uma paixão assolapada de Pete Doherty, bem demonstrada nesta preciosidade que publico. Tema que é autoria de Pete, mas é cantado no disco e no concerto por Barât. Devo acrescentar ainda a todo este fascínio, que, curiosamente, Kate Moss foi sempre a única modelo de que gostei... e gosto! Confusos???!
Tema que pertence ao álbum de 2004, produzido por Mick Jones dos Clash, e ouvido aqui por casa vezes sem conta. A foto da capa do disco é autoria de Roger Sargent.

The Libertines - "The Libertines" (2004)

Cass McCombs - "Morning Star"



Dia 12 de Julho no Festival nOs Alive, comecei em força no Palco Heineken, com três concertos de seguida! Primeiro vibrei ao som do Rock'n'Roll de uma banda de Viseu que já conhecia! Vi The 7Riots, o ano passado, no palco da JCP na Festa do Avante. Ficaram-me na memória por causa de uma vocalista poderosa e de um guitarrista que em tudo faz lembrar o Slash! Desta vez, este não se apresentou de cartola, mas voltou a demonstrar na guitarra um virtuosismo difícil de explicar para a sua tenra idade. Espero com muita curiosidade pelo seu álbum de estreia! E já agora por um videoclip de promoção! The 7Riots!!!!
A seguir, para encantar meninas surfistas, o português Tom Mash foi bastante seguro no seu Folk, com muita Paz & Amor à mistura.
E eis que surge a hora de Cass McCombs e seus companheiros, para darem um concerto muito competente para um público, na maior parte, distraído... O tema que publico pertence ao álbum "Big Wheel and Others" de 2013.

Cass McCombs - "Big Wheel and Others" (2013)
 

terça-feira, 22 de Julho de 2014

Parquet Courts - "Sunbathing Animal"



Continuando no dia 11 de Julho do nOs Alive, regressei ao Palco Heineken para balançar um pouco ao som dos Parquet Courts. Em Brooklyn, pelos vistos, faz-se um rock que faz lembrar aquele punk do princípio, sem artifícios da treta mas ainda assim poético.

Por culpa dos Black Keys cuja prestação ao vivo me fez fugir dali, e atenção que até nem desgosto do som deles em disco, fui parar ao Coreto onde actuava um Jamaicano de nome Brushy One String, que conseguiu com uma corda na guitarra, entusiasmar mais o pessoal, do que aquele par de jarras norte-americano armado em indie, que não é, felizmente. Acredito que os Black Keys funcionem melhor noutro espaço mais adequado, mas ali, o pouco que vi, não deixou qualquer saudade.

Depois dos concertos energéticos, muito bem conseguidos e já referidos neste post e nos anteriores, o par de jarras norte-americano funcionou como um anti-clímax problemático, ao qual nem escaparam as simpáticas Au Revoir Simone que apenas espreitei brevemente. No dia seguinte havia mais e convinha descansar um pouco...

O tema que publico dos Parquet Courts dá nome ao álbum.

Parquet Courts - "Sunbathing Animal" (2014)

The Last Internationale - "Life, Liberty, and the Pursuit of Indian Blood"



Dia 11 de Julho no nOs Alive em Algés, depois de assistir ao óptimo concerto de Russian Red, fui até ao Palco nOs conhecer ao vivo mais uma banda, que foi uma descoberta muito agradável. The Last Internationale fazem um rock contestatário de punho no ar à americana, mas com um toque português. O guitarrista que aparece no vídeo é descendente de portugueses, e no Alive eles apresentaram-se com um quarto elemento no papel de baixista, que também tem descendência lusa. Acrescente-se que Brad Wilk é o baterista, o mesmo dos Rage Against the Machine e de Audioslave. Por último, Delila Paz, a vocalista, parece uma Janis Joplin apunkalhada, e isto é um grande elogio! Deram um óptimo concerto, no qual até interpretaram um excerto de "Grândola, Vila Morena" do enooorme Zeca Afonso!
O tema que publico pertence ao álbum "We Will Reign", que sairá para os escaparates a 19 de Agosto deste ano.

The Last Internationale - "Life, Liberty, and..." (single) (2014)

The Last Internationale - "We Will Reign" (2014)