segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

NOFX - "new happy birthday song?"



Tema que faz parte do EP "Surfer" de 2001.

NOFX - "Surfer" (2001)

Mas também faz parte do álbum "45 or 46 songs that weren't good enough to go on our other records" de 2002.

NOFX - "45 or 46 songs that weren't good enough to go on our other records" (2002)

E ainda se pode ouvir noutra versão mais escandalosa, no álbum ao vivo "They've actually gotten worse live!" de 2007 (o ano em que os vi ao vivo em Carcavelos!).

NOFX - "They've actually gotten worse live!" (2007)

César



Este vídeo mostra-nos o início de uma das obras maiores do Cinema Português! Um filme de que gosto muito, de um dos meus Realizadores! Lembro-me que quando peguei pela primeira vez no livro "Morte a Crédito" de Céline e li o primeiro parágrafo, reconheci aquilo e associei logo a um dos filmes do César que tinha visto! Saí da livraria com o livro debaixo do braço, prontamente! Já lá vão mais de 10 anos desse encontro literário com memória cinéfila afectiva. Pois bem, é esse primeiro parágrafo que ouvimos na voz do César, no começo fulgurante desta obra-prima.

"Aqui estamos mais uma vez sozinhos. Tudo isto é tão lento, tão pesado, tão triste... Dentro de pouco tempo estarei velho. Tudo então se acabará. Tanta gente que passou aqui por este quarto. Disseram coisas. Não me disseram grande coisa. Foram-se embora. Envelheceram, tornaram-se lentos e miseráveis, cada qual no seu recanto da terra."
"Morte a Crédito" de Céline 

A partir do minuto 4:44 é música de Schubert que se ouve. O quê?!!! Lá por ser Punk não posso saber que aquilo é Schubert?! Raios parta o preconceito pacóvio que tanto me irrita!!!

O filme é "Recordações da Casa Amarela" de João César Monteiro.

"Recordações da  Casa Amarela" de João César Monteiro (1989)

César fotografado por  Patrick Messina (1996)

João César Monteiro

César, estejas lá onde estiveres, porta-te mal, porque só assim vale a pena! Abraço!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Talli Osborne



No seguimento do post anterior, convém mostrar um vídeo de Talli, para que se perceba bem este sorriso irresistível que é só dela. She's Nubs!!! É ela a Nubs da música dos NOFX!
Deixo-vos com uma foto recente. Trata-se de Fat Mike & Talli nos bastidores do concerto da passagem de ano no Canadá.


Fat Mike & Talli Osborne


NOFX - "She's Nubs"



Música inspirada numa Punk muito especial! Talli Osborne frequenta concertos Punk desde muito miúda. Um dia esta canadiana fofinha conviveu pessoalmente com Fat Mike (vocalista dos Nofx) nos bastidores de um concerto. O fascínio foi tanto que, ano e meio depois de se conhecerem pessoalmente, foi editado este tema inspirado nela. A música exagera, mas outra coisa não seria de esperar, vinda de Fat Mike. Pertence ao álbum "The War on Errorism" de 2003.
Vídeo feito por Chelsea Armstrong.

NOFX - "The War on Errorism" (2003)

Fat Mike & Talli Osborne


Os Gémeos Belgas


Esta é uma notícia da qual quero falar há alguns dias.
Os gémeos belgas Marc e Eddy tinham 45 anos e eram surdos desde que nasceram, viveram sempre juntos, trabalhavam juntos e decidiram partir juntos. Por causa de um diagnóstico que indicava que eles perderiam a visão até à cegueira, decidiram que assim já não valia a pena. Com a capacidade de visão cada vez mais reduzida, encetaram a última batalha das suas vidas, exigiram o direito à eutanásia. O recurso à eutanásia é possível na Bélgica, a lei deste país exige que esse recurso seja usado apenas em situação de sofrimento extremo. Neste caso, a dor que os médicos avaliaram, não foi a dor física, mas sim a dor psicológica. Pela primeira vez na História da Humanidade, foi feita uma eutanásia conjunta e sem ser um caso de doença em fase terminal. Dia 14 de Dezembro, vestiram roupa nova e partiram juntos.

No Diário de Notícias de 23 de Janeiro de 2013, Baptista Bastos escreveu um texto fantástico sobre este caso. Transcrevo-o na íntegra. O texto tem por título "Duas mortes para cada um".

"Eram belgas, eram gémeos, eram surdos, eram operários. 45 anos, inseparáveis nas atenções ao mundo, e o mundo nada lhes ocultava porque o mundo era deles e do entendimento que do mundo faziam. O infortúnio não os afligia assim tanto porque se tinham um ao outro, nessa fraternidade secreta e única que pode moldar o carácter. Nem sempre os irmãos se dão bem; nem sempre os gémeos são exemplos de amor. Estes, por inusuais, seriam exemplo de tudo.
Passeavam, juntos, iam juntos ao cinema, apreciavam caminhar pelos campos belgas, e alimentavam uma particular simpatia pela terra que os vira nascer: Antuérpia. Agora, viviam em Bruxelas, eram vistos muitas vezes de mãos dadas, e, na linguagem gestual através da qual se entendiam, não dissimulavam a preocupação que lhes causava o mundo moderno.
Às vezes eram observados de viés: não só porque emitiam sons altos, próprios dos surdos, como aquele modo de andarem de mãos dadas não era um quadro natural, no espírito dos que julgam as coisas apenas pela aparência das coisas.
Os gémeos belgas riam desses soslaios e chegavam a forçar a nota, beijando-se como a um irmão se deve beijar. Sabe-se, agora, na discrição das existências que levaram, que um deles escrevia poesia, e que o outro alimentava o secreto sonho de ser pintor. Nada mais se sabe, ou pouco mais se sabe, destes dois irmãos, dependentes um do outro por decisão própria. Apenas, e não é pouco, que eram excelentes operários, e tinham grande predilecção pela cidade de Bruges-la-Morte, pelos bosques enevoados, pelo vinho quente tomado nas tardes frias.
A vida corria-lhes com a normalidade possível. As rotinas não se alteravam; admiravam a beleza das mulheres, o seu andar torneado, o verde dos olhos, os sorrisos oferentes. Iam ao futebol; claro que iam ao futebol, e apreciavam sentar-se, aos domingos, numa qualquer esplanada da Gran'Place observando os turistas estrangeiros, máquinas fotográficas na mão ou a tiracolo, só raramente entendedores da natureza e da história do país, tão martirizado pelo conflito idiomático como por estar sempre tão perto das desgraças europeias.
Foi quando, numa consulta médica de costume, ambos se souberam portadores de doença oftálmica irreversível. Em poucos meses ficariam cegos. O infortúnio não deixava os gémeos. Surdos e sem ver, sem se comunicar entre si, é que não. Solicitaram às autoridades que lhes fosse permitido o recurso à eutanásia. O caso, tornado público, quando, na verdade, devia ter pertencido aos domínios particulares, suscitou grande polémica. Mas eles levaram a sua avante. Onde está a razão? Tenho o entendimento de que cada qual pode fazer do corpo o que decidir: é a única propriedade privada de que, verdadeiramente, dispomos. Porém, lembro Malraux: uma vida nada vale, mas nada vale uma vida."
                                                              Baptista Bastos no DN de 23 -01-2013

The Revillos - "She's fallen in Love with a monster man"



Em 1979, os escoceses Rezillos transformaram-se em Revillos.
Tema que pertence ao álbum "Teen Beat" que apenas teve edição francesa.

The Revillos - "She's fallen in Love with a monster man"(single) (1981)
The Revillos - "Teen Beat" (1981)


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

The Rezillos - "(My Baby Does) Good Sculptures"



Se não me falha a memória do que li, visto que não me apetece ir confirmar porque sou um tipo preguiçoso, este tema saiu primeiro como lado b de "Flying Saucer Attack" em Novembro de 1977, depois saiu como tema principal de um mesmo single, com a particularidade de os lados serem apresentados como a1 e a2, sem lado b, em Dezembro desse mesmo ano. Em 1979 teve ainda direito a uma versão diferente da música para nova edição em single. Faz parte do álbum "Can't Stand The Rezillos" de 1978.

The Rezillos - "Can't Stand The Rezillos" (1978)