quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
The Raveonettes - "The Christmas Song"
Hoje vou trabalhar no turno da noite, apesar de ter estado de tarde o resto da semana. Adaptações proletárias a que me vou sujeitando...
O espírito natalício está bem presente por essas ruas fora, e eu aqui no blog sigo a matilha, e começo a publicar vídeos referentes a esta época.
The Raveonettes são um grupo dinamarquês muito interessante e gravaram esta música em 2001.
Bom Natal!
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Enquanto eu não vim aqui... aconteceram algumas coisas...
Enquanto eu não vim aqui... aconteceram algumas coisas... Não vou ser exaustivo, até porque são 3:53 da madrugada e eu saí do trabalho às 23:00. Não se admirem com a selecção do que vos vou contar acerca da minha vidinha, nos dias que aqui não vim. Acho que me vou focar mais em dois Domingos. Também têm que compreender que não posso contar tudo, porque senão vocês, qualquer dia, já sabem mais de mim do que eu próprio.
No dia 11 de Dezembro, um Domingo, depois de ter assistido a um jogo de futebol entre a minha segunda equipa, o Costa de Caparica (a primeira é o enooorme Sporting) e o Farense, no nosso campo cheio (!!!), passei pela zona do Campo Pequeno e lembrei-me que os Xutos iam dar uma matinée naquela arena. Fui vê-los, pois claro, e adoraria assistir a mais matinées de Domingo na companhia dos Xutos, porque saí de lá um pouco rejuvenescido com todo aquele ambiente... Já os vi muitas vezes, ao longo da minha vida, mas parece-me que nunca os tinha visto num concerto com início às 18:00h. Foram, como sempre são, fantásticos! Abriram de novo com o "Sémen" em homenagem ao desaparecido Zé Leonel, e este foi um concerto de, ainda, mais emoções do que é costume. O Zé Pedro demonstrou estar muito bem com o seu fígado novo (como ele próprio disse) e por diversas vezes se emocionou ao longo da actuação e das intervenções que foi tendo. Com o habitual divertimento de um miúdo, o guitarrista dos Xutos animou a malta com todo o seu carisma, mas numa das intervenções entre músicas, a voz denunciou uma emoção grande, ao nos dizer que naquele dia faria anos a Marta Ferreira (falecida em 2007), irmã do Kalu e manager da banda durante mais de dez anos.
Foi mais um grande concerto da maior banda de Rock and Roll em Portugal!
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| A Marta com os Xutos numa foto da Rita Carmo |
Neste último fim de semana, muito haveria para contar, mas não temos tempo. Só vos digo que quero ter mais fins de semana assim. O melhor vou guardar para mim como se de um tesouro se tratasse, uma sensação boa que eu já não sentia há muito! Assim, apenas vos contarei algumas deambulações rápidas de Domingo, pela cidade do Porto, sítio onde não ia há bastante tempo.
Saí do Andante na Estação do Bolhão, e fui dar à Rua de Santa Catarina num mar de gente afoita nas compras de Natal e no passeio domingueiro. Nessa Rua comprei um Carlos Paredes lindo, feito artesanalmente em arame e outros materiais mágicos, por um senhor muito simpático que, pelos vistos, está sempre por ali, a vender aquelas OBRAS DE ARTE encantadoras!!! Ainda nessa Rua, vi palhaços a fazer bonequitos de balões; e pinturas que são cópias de pintores famosos, feitas por pintores de Rua. Depois, encontrei uma menina que me pediu para a ajudar a subir as escadarias da igreja. Chegados lá acima, perguntei-lhe a idade (sim, eu sei que não se deve perguntar a idade a uma menina) e ela respondeu-me 90 aninhos, dizendo-me também que iria actuar no coro que daria um concerto naquela igreja, mas que por causa daquelas escadas já nem teria fôlego... Como se fosse possível que uma menina daquelas, alguma vez perdesse o fôlego. Continuei o meu passeio, com um sorriso parvo nos lábios, e fui dar à Avenida dos Aliados onde se preparavam os atletas de Domingo para a Corrida São Silvestre. Muito mais percorri por ruas e ruelas e dei de caras com uma manifestação silenciosa da Associação Animal, em frente ao Coliseu, num protesto contra os circos com animais. Eu demonstrei-lhes a minha solidariedade, eles incentivaram-me a fazer parte da manif., mas tinha que voltar para Lisboa, e só tive tempo para comer uma tarte de nata deliciosa, para trazer como recordação da Invicta!
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| Protesto em frente ao Circo do Coliseu, que eu referi |
Como devem ter reparado, já há algum tempo que não publicava posts (ou "postas", como diz uma amiga muito especial!...), por isso também não tenho tido tempo para ir a outros blogs. Qualquer dia retomo os comentários nos espaços d@s Amig@s blogueir@s que eu tanto gosto de visitar! Até lá, um Abraço!
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Hole - "Awful"
"(...)"
"Hey, run away with the light/ Run away it's divine/ Let's run away, yeah, tonight and/ We'll steal the light of the world"
"(...)"
"If the world is so wrong/ Yeah you can break them all/ With one song/ If the world is so wrong yeah you can take/ it all/ With one song"
Hole in "Awful" do álbum "Celebrity Skin" (1998)
A Angústia prossegue dentro de momentos.
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| Courtney Love fotografada por Kevin Cummins |
domingo, 4 de dezembro de 2011
Morrissey - "Everyday Is Like Sunday"
Os vinis do Morrissey tiveram uma grande importância na banda sonora da minha adolescência. Continuam a estar no lugar mais acessível dos vinis, para que os possa ouvir sempre que me apeteça. Este "Everyday Is Like Sunday" saiu primeiro no álbum "Viva Hate" (1988), mas eu tenho-o no "Bona Drag" (1990).
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| Álbum "Bona Drag" (1990), um vinil muito especial que eu tenho |
sábado, 3 de dezembro de 2011
Brian Haner - "Saturday"
Agora que surgiu mais um homem a dizer que é o "Estripador de Lisboa", designação utilizada para identificar alguém que assassinou três prostitutas entre 1992 e 1993, crimes que já prescreveram e dos quais nunca se descobriu o seu autor, lembrei-me deste vídeo e desta música de Brian Haner. Os crimes são tão macabros que o melhor é mesmo aligeirar o tema.
Vídeo realizado por McKenna Haner.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
António Variações - "perdi a memória"
Fernando Pessoa (1888-1935)
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| "Fernando Pessoa em flagrante delitro" |
A 30 de Novembro de 1935 morre Fernando Pessoa.
Do maior poeta do mundo e arredores já soube vários poemas de cor, hoje em dia só tenho memorizado um. O poema "Abdicação" do "Cancioneiro" continua na minha memória todos estes anos nem eu sei bem porquê! Resistiu a tudo, e enquanto os outros poemas se foram sumindo, este foi batendo à porta para que eu o continuasse a dizer, sempre. São coisas que não se explicam.
"Fernando Pessoa em flagrante delitro" é a dedicatória no verso desta fotografia, que Pessoa ofereceu à namorada Ophélia Queiroz em 1929.
- ABDICAÇÃO
E chama-me teu filho.
Eu sou um rei
Que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços.
Minha espada, pesada a braços lassos,
Em mão viris e calmas entreguei;
E meu ceptro e coroa - eu os deixei
Na antecâmara, feitos em pedaços.
Minha cota de malha, tão inútil,
Minhas esporas, de um tinir tão fútil,
Deixei-as pela fria escadaria.
Despi a realeza, corpo e alma,
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia.
Fernando Pessoa in "Cancioneiro"
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